Santa Missa, banquete ou sacrifício?

As novas interpretações teológicas acerca do Santo Sacrifício da Missa, advindas de determinados grupos que surgem na Igreja a partir das renovações e reformas litúrgicas, afirmam que a Santa Missa se trata de um banquete de comunhão, onde o sacerdote virado para o povo (Versus Populum), é o anfitrião do banquete que será oferecido. Porém, a teologia do Santo Padre, o Papa Bento XVI, nos mostra que o Santo Sacrifício é real e presente em cada celebração, concomitantemente com a tradição e o magistério da Igreja, professados por dois mil anos, permanecendo inclusive após o concílio Vaticano II, que por sinal não foi um concílio dogmático.

O Papado de Bento XVI é marcado por uma volta a tradição que não vimos desde o concílio, além dos solenes e belos paramentos romanos, ele institui o Motu Proprio Summorum Pontificum, que valida e permite a celebração dos Santos Mistérios e Sacramentos, segundo a última reforma do Missal, Pontifical e Breviários antes do Concílio Vaticano II. Mas será mesmo que foi uma volta ou uma permanência e continuidade?

O Santo Padre nos propõe como resolução para os questionamentos sobre a validade da Santa Missa celebrada de acordo com o rito de Paulo VI, e mesmo sobre os novos movimentos da Igreja validamente constituídos e aprovados, uma hermenêutica da continuidade, que se observada nos mostra a plena continuidade da tradição e magistério da Santa Igreja após o concílio Vaticano II. Esta hermenêutica da continuidade confronta diretamente a chamada hermenêutica da ruptura defendida pelos teólogos mal formados, que disseminam ideias novas supostamente permitidas pelo concílio.

Diante disto temos a plena convicção e certeza de que a Santa Missa é reconhecida pela Santa Igreja como Sacrifício, e não banquete onde os fiéis partilham algo, mas sim uma reverente comunhão com o Cristo Sacramentado, que se imola no altar para a nossa redenção.

+Ad Majorem Dei Gloriam+

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